Prefácio

Prefácio

O pensar poético. A formação de um ser em letras. Um ente em que se pode notar vida, respiração. O pensamento poético flui naturalmente pela simplicidade. O perceber detalhes da vida e de suas experiências lhe concede o fôlego. A vivência de momentos marcantes impressos no coração proporcionam uma gestação de sentimentos, emoções e inspiração. Este movimento que, aos poucos, tumultua o interior do poeta trazendo inquietação e desejos impossíveis de se conter, pode-se chamar de poesia.

Na presente obra observamos este nascimento. O eclodir da poesia de Elizaete. A simplicidade dos versos expostos, nus em suas formas. Inocentes em suas intenções. Versos diretos, sem rodeios, que permitem sua percepção pelo que são. A sutileza dos movimentos das estrofes proporciona ao leitor a naturalidade de ser poesia.

Reflexões expostas à luz intensa do poema. Algumas delas, como gotas. Outras como cascatas. A vida focada em letras, em versos e líricas dinâmicas, assim como o cotidiano contemporâneo é. As temáticas dos poemas apresentados mostram que se pode amar verdadeiramente nesses dias de frieza ao amor. Descrevem a alma e seus sentimentos em palavras únicas. Esboçam um viver e um desfrutar da humildade e simplicidade de existência. Demonstram caminhos que nos conduzem a Deus.

Pensando a poesia respiramos. Seja em inspiração lenta e profunda, seja em expiração ofegante e compassada. Os poemas exprimem e imprimem na alma o ser humano adormecido, escondido e esquecido entre seus temores e em tudo o que é contrário à bondade. A natureza, como pinturas artísticas, é descrita pelos instrumentos da arte poética. As formas das palavras geram paisagens em rimas. Os versos livres expõem a diversidade, assim como é composta a natureza. Poesia. Arte que respira, que enxerga. Arte que sangra.

Em seus contos, Elizaete descreve cotidianos. Espia os sentidos e sentimentos. Quem ler perceberá o fluir do compadecer-se. A criadora sente os personagens; vivencia, sofre e se alegra com cada criatura. Participa das lembranças e dos conflitos. Acelera as cenas, dinamizando a leitura e capturando, em flashes, os acontecimentos. O amor predomina a maioria dos temas e os sentimentos os exprimem ao leitor. Quando compreendidos com o coração, pode-se sentir a respiração de cada ser e familiarizar-se com as situações elaboradas pela autora. Devaneios são expressos em histórias curtas e diretas, e a linguagem simples predominante transmite diversas sensações ora melancólicas, ora cômicas.

A obra de Elizaete possui esse modo de existir: dinamismo e imaginário ligados à simplicidade de sentir e perceber o mundo.

Rossandro Laurindo

2 respostas para Prefácio

  1. A Elizaete é uma verdadeira poetisa, porque ama. Escreve com alma e empenho. Isso lê-se nos seus textos. É a sua Alma, linda, que nos fala…

  2. Rossandro Laurindo disse:

    Olá, Elizaete.
    Fico honrado em fazer parte deste trabalho. Agradeço o apreço pelos meus escritos e a publicação do prefácio elaborado para o livro em seu blog.
    Espero que tenha muito sucesso nas vendas e divulgação de sua obra.
    Abraços Carinhosos!
    Rossandro Laurindo

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